segunda-feira, julho 03, 2006

Poema XVIII

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Impetuoso, o teu corpo é como um rio
onde o meu se perde.
Se escuto, só oiço o teu rumor.
De mim, nem o sinal mais breve.

Imagem dos gestos que tracei,
irrompe puro e completo.
Por isso, rio foi o nome que lhe dei.
E nele o céu fica mais perto.


Eugénio de Andrade


PS: Morreria feliz se, um dia, pudesse ser objecto de um amor que inspirasse palavras como estas. Não me canso de ler Eugénio de Andrade...