O 7º Encontro foi um sucesso! Nem poderia ser de outro modo, tendo em conta o grupo fantástico de membros e membranas que se reuniram no passado fim de semana em Caria e Sortelha.
Só para ficarem com um bocadinho de inveja, podem ver aqui a alegria que ainda reinava quase à hora da despedida depois de dois dias de prazer intenso ;)
Para verem uma reportagem fotográfica à maneira, cliquem aqui :)
Foi bonita a festa! Já tenho saudades vossas... obrigada à São Rosas (só tu sabes como deixar a malta toda molhadinha!) e a todos pela companhia e pela amizade.
Foi-me dada alta hoje mesmo, na 4ª Junta Médica a que fui submetida. Tenho que dizer que fui sempre muito bem tratada, com muita educação e consideração pelo meu estado de saúde, e hoje senti um grande apoio, fui correctamente informada e até me preguntaram se tinha a certeza de querer voltar ao serviço. Depois de algumas perguntas concluiram que sim, que tenho a certeza e que tudo parece estar bem! Felizmente, nem todos têm más experiências para contar :)
E no sábado lá vou eu com a minha amiga Fresquinha até ao 7º Encontra-a-Funda em Caria e Sortelha, para um fim de semana de pura diversão. Por tudo isto, vou estar um pouco afastada do blog. Até porque tenho que preparar o piquenique ;)
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce, Deus quis que a terra fosse toda uma, Que o mar unisse, já não separasse. Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,
E a orla branca foi de ilha em continente, Clareou, correndo, até ao fim do mundo, E viu-se a terra inteira, de repente, Surgir, redonda, do azul profundo.
Quem te sagrou criou-te português. Do mar e nós em ti nos deu sinal. Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez. Senhor, falta cumprir-se Portugal! Fernando Pessoa
PS: Parece que lá descobriram uma cidade no deserto da margem sul. Assim, o Sr. Presidente veio até Setúbal. A visita ficou pela módica quantia de meio milhão de euros. Isto em época de contenção da despesa pública. E não, não aconteceu nada de especial! Apenas os costumeiros discursos, palmadinhas nas costas, as condecorações habituais, a almoçarada da praxe... e zás, lá se vai o dinheiro dos contribuintes (como este país só chora o que paga aos professores, não faz mal!).Até se compreende, a logística necessária a um percurso de cerca de 30 km pelo deserto deve ser dispendiosa... só os camelos, óuó, um dinheirão!
A esta altura do campeonato, isto parece-me bem mais importante. Pelo menos não há dúvida quanto ao merecimento dos condecorados, e são muito mais baratos que os animais de bossas que andamos a alimentar a pão-de-ló!
Além disso, 2007 é o Ano Internacional do Golfinho, uma espécie protegida que tem o patrocínio do Principe Alberto do Mónaco. Isto faz-me lembrar o 6º Encontra-a-Funda que incluia um passeio de barco para observar os golfinhos do Sado, passeio que recomendo vivamente a miúdos e graúdos. Podem saber mais sobre este passeioaqui. Outra experiência inesquecível é nadar com os golfinhos do Zoomarine em Albufeira. Com o tempo de férias a chegar, aproveitem para conhecer melhor estes animais encantadores!
O planeta é a nossa única casa! E ninguém no seu juízo perfeito destrói a sua própria casa.
No mais fundo de ti, eu sei que traí, mãe. Tudo porque já não sou o menino adormecido no fundo dos teus olhos. Tudo porque tu ignoras que há leitos onde o frio não se demora e noites rumorosas de águas matinais. Por isso, às vezes, as palavras que te digo são duras, mãe, e o nosso amor é infeliz. Tudo porque perdi as rosas brancas que apertava junto ao coração no retrato da moldura. Se soubesses como ainda amo as rosas, talvez não enchesses as horas de pesadelos. Mas tu esqueceste muita coisa; esqueceste que as minhas pernas cresceram, que todo o meu corpo cresceu, e até o meu coração ficou enorme, mãe! Olha - queres ouvir-me? - às vezes ainda sou o menino que adormeceu nos teus olhos; ainda aperto contra o coração rosas tão brancas como as que tens na moldura; ainda oiço a tua voz: Era uma vez uma princesa no meio de um laranjal...
Mas - tu sabes - a noite é enorme, e todo o meu corpo cresceu. Eu saí da moldura, dei às aves os meus olhos a beber. Não me esqueci de nada, mãe. Guardo a tua voz dentro de mim. E deixo-te as rosas. Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade, in Os Amantes Sem Dinheiro (1950)
Quem é Mãe sabe que o foi ainda antes de conceber, no dia em que desejou sê-lo. Sabe que o é sempre, desde o primeiro dia e até ao fim da sua vida. Porque o amor de uma Mãe é o único que existe sempre e incondicionalmente em todos os momentos e situações. É assim para mim e também o foi para a minha Mãe.
Tenho saudades tuas Mãe, e todos os dias, desde há 12 anos, sinto falta da tua presença amorosa na minha vida!
Um excelente dia para todas as Mães!
* Pietá de Miguel Angelo / Peça de artesanato afro-americano / Mother and Son de Gustav Klimt
Maio, em plena Primavera, é o mês das flores. Aqui começou chuvoso. Mas os bolbos de tulipas que a Ana me trouxe da Holanda rebentaram em Abril e estão a crescer a um ritmo alucinante. Não tarda terei tulipas. Gosto de ver crescer as coisas, as plantas, os projectos, os meus filhos. Gosto de coisas que dão resultados. As sementes de Abril florescem em Maio e, mais tarde ou mais cedo, darão os seus frutos.
É fácil estabelecer a ordem de uma sociedade na submissão de cada um dos seus componentes a regras fixas. É fácil moldar um homem cego que tolere, sem protestar, um mestre ou um Corão. Mas é muito diferente, para libertar o homem, fazê-lo reinar sobre si próprio. Mas o que é libertar? Se eu libertar, no deserto, um homem que não sente nada, que significa a sua liberdade? Não há liberdade a não ser a de «alguém» que vai para algum sítio. Libertar este homem seria mostrar-lhe que tem sede e traçar o caminho para um poço. Só então se lhe ofereceriam possibilidades que teriam significado. Libertar uma pedra nada significa se não existir gravidade. Porque a pedra, depois de liberta, não iria a parte nenhuma. Antoine de Saint-Exupéry, in "Piloto de Guerra"
A liberdade custa muito caro e temos ou de nos resignarmos a viver sem ela ou de nos decidirmos a pagar o seu preço. José Martí, in "Discursos"
50 anos do Tratado de Roma, a União Europeia de parabéns. Não me apetece comentar políticas. Direi apenas que na generalidade a integração nos trouxe benefícios e que continuo a acreditar no bonito patchwork que resulta da combinação dos vários países da Velha Europa reinventada.
Além disto, a Caixinha de Pandora completou 3 anos na blogosfera no passado dia 24, dois deles na Simplesnet e um aqui no Blogspot. Não estava em casa, fui revisitar o passado, desenhar o presente com outras cores, e por isso celebra-se hoje.
Recomecei aqui, e em nenhum momento desta viagem me arrependi. Este blog continua a ser parte integrante da minha vida diária e as experiências que me tem proporcionado são indeléveis. Obrigada por me honrarem com a vossa companhia!
E assim de repente, não me ocorre mais nada! Beijinhos ;)
Neste dia uma homenagem ao meu poeta, ao poeta do amor, ao grande Eugénio de Andrade. Apenas isso, e não sei melhor forma de celebrar a chegada da Primavera! Deixo-vos com as palavras do Mestre.
Respiras como se pela garganta deslizasse todo o azul de espanha a noite a língua do vento sem outras mãos outros olhos para beber no escuro
Deita-te sobre o meu peito inclina até ao chão as frágeis hastes da beleza
as palavras onde te escondes altas passam passam as águas dóceis do verão
É tempo já as amoras sangram é tempo ainda
abre-me as portas do teu corpo ó meu amor deixa-me entrar
Já sobre ti de aroma em aroma os lábios todos caem nupciais ou mortais os corpos são para penetrar lenta oh lentamente
com duas mãos duas rosas duas conchas delicadas sobre a nuca
Um ano depois do susto enorme que me deste, a tranquilidade voltou. Continuas a ser o meu herói, o mais forte, o mais corajoso em todas as lutas e uma presença fundamental na minha vida. Amo-te muito. Feliz dia para ti :)